Guia de Madeiras para Piso e Deck — Casulo Design
Cumaru, ipê, jatobá ou peroba: qual aguenta mais? A resposta está em dois números. A densidade diz quanto pesa um metro cúbico da madeira; a dureza Janka é a força necessária para cravar uma esfera de aço na superfície. Quanto maiores, mais o piso resiste a arranhão, salto e tráfego. Reunimos aqui os números oficiais do IPT, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, das madeiras nativas que mais instalamos, ao lado dos projetos em que cada uma foi usada pela Casulo Design.
Densidade e dureza das madeiras para piso
Fonte: fichas de cada espécie no banco de madeiras do IPT (madeiras.ipt.br), ensaios conforme normas ABNT; consulta em outubro de 2026. O IPT publica a dureza Janka medida na madeira verde: depois de seca, a madeira fica mais dura. Jatobá, ipê e sucupira reúnem várias espécies; os valores são os da espécie de referência de cada ficha.
Para deck e área externa
Sol e chuva direta pedem madeira de alta resistência natural. Para o cumaru, o IPT registra alta resistência a fungos e cupins e durabilidade acima de 12 anos em contato com o solo; o ipê também tem alta resistência a fungos e cupins nos ensaios. Por isso indicamos cumaru, ipê ou pinheiro carbonizado para decks expostos.
E a madeira de demolição?
Na madeira de demolição, as espécies mais comuns são a peroba-rosa e a canela. Cada lote vem de uma construção diferente, então não existe um número único: o que ela tem a mais é a estabilidade de décadas de secagem natural em serviço. É a madeira dos projetos do Studio Arthur Casas, de Dado Castello Branco nas CASACOR São Paulo 2015 e 2016, de Gisele Taranto na Casa Cor Rio 2013, Bia Prado, Estúdio Hermanny, Paula Gambier e Todos Arquitetura.
Tons claros e tonalizados
Para piso claro ou tonalizado, trabalhamos a canela colonial (com verniz fosco, invisível, cera ou acabamento branco), o tauari e as madeiras importadas. Madeira maciça varia de peça para peça: peça amostras para ver a cor e o veio de perto antes de decidir.